
“Carta de despedida,
Olá… não irei perguntar se estás bem porque, tenho lhe acompanhado de perto e sei que estás. Não sei nem ao menos o porque desta carta, ou o que ela poderia mudar entre nós. Porém, algo me diz que é preciso fazê-la, ou não. Preciso lhe dizer que nada do que fiz fora com a intenção de te machucar, vejo que com o tempo as feridas cicatrizaram e você finalmente conseguiu superar o passado. Junto com todas as lembranças ruins fui esquecido das tuas memórias, quem sabe seja melhor assim. Suas lágrimas derramadas se transformaram em sorrisos, que não eram vistos há algum tempo, sua alegria retornará e tudo isso pelo simples fato de eu ter sumido da sua vida não é mesmo? Algumas vezes recordo-me do passado e lembro de tudo, cara tudo aquilo foi muito incrível, foi intenso, foi forte, foi único, enquanto durou. Não nego, sinto saudades. Eu sei que não vai voltar, agora você finalmente está feliz. O tanto que não foi comigo. Eu só… queria lhe dizer que sinto muito. Por todo mal que te causei, por todas as brigas fúteis e os ciúmes infantis. Te peço que me perdoe, e aceite o meu desejo que felicidade pra você. Sei que é meio egoísta da minha parte pedir perdão depois de tudo, depois de todas as minhas atitudes exacerbadas, mas, enfim, perdoe-me. Só quero que saiba de mais uma coisa, você foi a única mulher que eu amei em toda a minha vida. Com amor, alguém que te ama.”
(Ele a deixa em baixo da porta e sai, sem o caminho de volta)
(Ela sentada ao sofá, vê algo sendo empurrado pra dentro, e vê a carta)
Ela abre, e começa a ler. Ele estava totalmente errado. Ela o esperava desde sua partida, e jamais imaginara que ele também. Depois de tudo que eles vivera, não seria justo deixar aquilo se passar, como se nada tivesse ocorrido, e cada um ainda vivendo sua própria vida. Ela sentia falta dele. Ele sentia falta dela. Porque ficarem separados? Talvez, dessa vez eles podiam fazer diferente.
(Ela pega um folha em branco, e uma caneta, e começa a escrever.. não se sabe ao certo o quê, ou pra quem. Escreve diversas linhas até não haverem palavras para se expressar. Ela acaba rasgando aquele tipo de carta, e sai de casa com ela na mão.)
(Na casa dele, em seu quarto pensando nela, o telefone toca.)
- Alô?
- Oi, sou eu.. olha eu li a sua carta.
- (um silêncio se espalha pela linha).. Oi. Desculpa ter mandado, não deveria, desculpa mesmo. Vou desligar, não precisa brigar, isso não vai mais acontecer.
- Não.. espera. Eu ainda não disse nada.
- E tem algo pra falar?
- Eu li a sua carta.. e.. você está totalmente errado.
- Errado? Em quê?
- Eu não estou bem, esse sorriso é só pra disfarçar minha dor, a dor de você deixou, a dor que você causou. Mas, infelizmente, eu sinto sua falta. Isso dói, machuca. Todas as noites antes de dormir, eu peço a Deus pra cuidar de você por mim.. (ela se cala)
- Eu.. errei. Muito.
- Você acha que a gente pode mudar? Juntos? - ela diz meio confusa.
- Eu faria de tudo pra ter nosso mundinho de volta, mas, tenho tanto medo de continuar sendo assim.. deixando você do jeito que está..
- Não é só você. Sou eu também. Estou machucada, preciso da cura..- Eu sei que fui um babaca, nunca deveria ter deixado você sair da minha vida.. se soubesse como estou agora.. eu… estou tão arrependido. Me perdoa, por todo mal que lhe causei. Espero que você seja feliz. Você merece alguém melhor do que eu..
- (outro silêncio é obtido na linha)
(A campainha toca.)
- Eu só serei feliz com você.
(Ela o beija, e ele retribuiu, com um amor, que outrora jamais sentira)
(inovar-se) ft (esquecid0)

“Chega uma hora que cansa, sabe? Você fica totalmente cansado de tanto fazer planos perfeitos, diálogos intermináveis, passeios que iriam marcar a vida dela. Você esforça tanto para fazer a vida desa pessoa perfeita, mas ela não esta nem ai, o seu “conto de fada” todo perfeitinho, acaba se tornando uma “historia de terror”, cheio de medo, fracassos e desilusões.” Gustavo Macedo;